Hoje acordei querendo ser folha e deixar-me levar pelo vento...
Abandonar-me à sua vontade e pairar acima da Vida.
Deixar-me levar nas suas asas e não pensar em nada, nada sentir. Ser folha apenas . Ora poisaria levemente no chão, ora me elevaria nos ares à medida da sua vontade. Os pássaros cruzariam o meu caminho, roçando-me com as suas asas. Olharia a cidade lá do alto - minúscula e iluminada - povoada de pequenas formigas em incessantes percursos. A vida lá em baixo reduzida a uma miniatura, enquanto eu estaria mais perto do sol. Mais perto do céu. Enquadrada no azul e rodeada destas nuvens de algodão.
Arrastada por uma corrente mais forte, percorreria a terra, vendo o mundo mas não fazendo parte dele.
Nestes dias de vento e já desde muito jovem faço sempre a mesma coisa. Caminhando contra o vento, fecho os olhos e percorro alguns metros assim, embalada no sonho de ser folha.
Quando posso, abro os braços, jogo a cabeça para trás e sinto aquela emoção de criança voltar, deixando-me voar na corrente que me arrasta.
Hoje gostaria de novo de ser folha. Levada pelo vento. Retirada à vida.
Acima da tristeza e especialmente longe de mim.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Ô Ignorância!
Hoje, uma das coisas que mais me impressionam é a falta de educação e de valores do ser humano. Não me faltam exemplos de pequenos e grandes atos em que vejo prevalecer o interesse pessoal em detrimento do respeito pelo outro.
Vamos a situações que têm me causado repulsa nos últimos tempos. A começar pelo comportamento das pessoas no supermercado: aí observo vagas de estacionamento exclusivas de deficientes e idosos ocupadas, na maioria das vezes, por jovens saudáveis. No aeroporto, a prioridade na fila de embarque para os vôos (sempre anunciada) é de pessoas mais velhas ou com crianças, mas quem geralmente entra primeiro no avião são executivos apressados ou passageiros que temem perder a viagem. Nos ônibus, mais uma vez os idosos saem perdendo: eles normalmente têm que fazer o trajeto em pé enquanto indivíduos de bem menos idade seguem acreditando que merecem mais o conforto de irem sentados.
Nas ruas, noto gente ignorando as fezes deixadas por seus cães. Nos cinemas, apesar das advertências, celulares tocando alto e sendo atendidos para conversas sem importância. Dentro do avião isso também ocorre, mesmo quando a instrução para que os aparelhos sejam desligados já foi dada. No comércio, sobram episódios de atendentes sendo maltratados por clientes que se acham detentores absolutos da razão. E no trânsito... Como as pessoas se transformam! Como se acham poderosas dentro de um automóvel! Na praia, mais decepção: quanto lixo na areia, na água... Fico imaginando o “capricho” dos responsáveis por toda essa sujeira dentro de casa e a falta de educação e atenção com os seus entes queridos.
Bem, como eu disse logo de início, exemplos não faltam para lamentar – eu poderia encher muitas páginas com eles. Refletindo a respeito, pergunto-me onde foram parar os valores do homem. Não consigo compreender como as pessoas aceitam trocar cidadania, educação, gentileza e a possibilidade de estar em harmonia com seus pares pelo prazer sádico de obter vantagem sobre os outros de forma antiética.
Apesar de tudo isso, digo e repito, quantas vezes for necessário: os que cultivam educação, respeito e valores positivos colhem resultados melhores e duradouros para sua vida pessoal, profissional, familiar e comunitária, até porque, desse modo, conseguem manter uma boa imagem perante a sociedade. A fórmula para tanto é simples e, inclusive, muito antiga: respeitar e tratar os outros como você próprio gostaria de ser respeitado e tratado. Se todos seguissem essa regra, com certeza a maioria – se não a totalidade – dos conflitos do mundo estaria resolvida.
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