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quarta-feira, 11 de julho de 2012

A paz que trago no peito!

A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção. Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece. A paz está no dinamismo da vida,no trabalho, na esperança, na confiança, na fé... Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou... É assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida. É ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem. Ter paz é ter um coração que ama... Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam... Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas. Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não, quando é não que se quer dizer... Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade... É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências... A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições. É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos... É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo. É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra. É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela. A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo... A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido. Pense nisso! Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio. Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes. Quando alguém está irritado. Quando a maledicência te procura. Quando a ofensa te golpeia. Quando alguém se encoleriza. Quando a crítica te fere. Quando escutas uma calúnia. Quando a ignorância te acusa. Quando o orgulho te humilha. Quando a vaidade te provoca. O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Cinco da manhã!

Acabo de acordar,são 5 da manhã,
Não consigo me lembrar nem onde esta meu sutiã,
Minha cabeça prestes a explodir
E eu aqui largada no sofá
O gosto amargo na boca de quem pra bebida se rendeu
E a falta de lembranças de um segundo do que aconteceu
O Sol da manhã me dá bom dia e a ressaca um soco no estomago
O mundo real que eu fugi na noite anterior, me pegou de novo...

Ser inconsequente nunca foi o meu forte
Mas sempre podemos inovar!
Buscar novas sensações e sempre se entregar
Dizer à vida que estou pronta já não é mais questão de blefe.
Encarar ela de frente é meu destino e viver é consequência esperada...
Buscar o novo, sair do comodismo.
E viver o que eu quiser
Onde, como e quando puder.

A ressaca do corpo e da mente sufoca meus instintos mais carnais
A fome e a sede de tudo, a vontade de te passar para trás
Esquecer tudo o que já vivi e passei para conseguir finalmente superar
Esquecer as magoas e dores que passei e a cada vez que vejo seu rosto
E a cada vez que ouço seu nome, quero que morra, que suma da minha vida.
E que exista somente em meu passado.

A estrada da vida brilha sob meus pés,
minha fé se abre em um sorriso, vou seguindo meus instintos
buscando sempre o meu lugar
Onde tudo possa finalmente ter sentido e meus sonhos consiga conquistar...

A liberdade é meu caminho, regado de flores e espinhos
Não me importo em me arranhar,se eu consiga um dia me livrar da culpa, do medo e da fraqueza
que adquiri ao te querer, e mostrar ao mundo que cresci,
que não sou sua fantoche
E definitivamente esquecer...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Cadeiras Vazias...

Saudades são jardins escondidos no fundo do nosso pensamento. Leio essa mensagem exposta no outdoor da avenida dos meus sonhos.
De manhã, sou recebida por um postal de sol, que urge a raiar no meu deitar ensaiando acordar.  Existe máscaras dentro de mim que impedem de sentir. Não sei dizer o motivo, talvez seja essa palavra, a sua singularidade, possa ter sido afastada por camadas de vento que distanciaram a sua definição do espaço que habito. Lavar, ver o rosto molhado frente do espelho, se perguntar a pessoa que está refletida é a mesma de ontem. São embates do nosso cinema, que a princípio continua sem público, formando cadeiras vazias. Nas salas de cinema não existem mais lanterninhas, que eram velhos, dominavam a linguagem cinematográfica, a modernidade tratou de enterrá-los e suprir a lacuna com garotos entristecidos que são movidos por ilusão e odeiam fazer o que fazem, assim, de repente, acordamos numa sala de exposições, rodeados de lamentações, raivas, carências, sexualidade, egoísmo, todos enfileirados ou não, mas certamente banalizados na sua totalidade. Bem vindos à desaceleração da sociabilidade humana, não precisa recorrer apenas à internet para saber que nossos passos estão presos na era do falar sem escutar. E cadê a saudade? Quem ouve?
Perdida, estou vendo um reflexo que não se identifica com a dona do corpo. No corredor da mente, existem várias de mim, todas penduradas por um cabide que os outros identificam de acordo com uma circunstancia. 
Respostas vazias são o contra taque que defende a necessidade de ter outras pessoas em uma.
Não sei mais o caminho do jardim!
E no final só nos restam cadeiras vazias...  

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Primo...

Em certos momentos tudo que precisamos é de uma voz na qual podemos confiar plenamente. Quando não ouvimos alguém em quem confiamos não conseguimos ter segurança para avançar, crer e buscar novos rumos. Somente a voz de Deus tem a capacidade de acalmar nosso coração angustiado, incrédulo e fraco. Nenhuma outra voz, por mais amorosa e certa que esteja tem a capacidade de nos transmitir a verdadeira segurança. Só Deus pode nos dizer com certeza “vai” ou “fica”, pois nossa vida está em Suas mãos e Ele conhece o passado, o presente e o futuro. Ninguém mais tem a certeza que só Deus tem quando nos fala algo. E é esta certeza que nosso coração precisa para se acalmar.
Todos nós vivemos momentos de indecisão onde precisamos, muitas vezes, confrontar aquilo que queremos, sonhamos e esperamos com aquilo que Deus tem reservado para nós. Discernir isso não é um processo simples e fácil de ser vivenciado pois requer algo que nos é muito difícil: o silêncio. Aqui encontra-se a grande receita para escutar a voz de Deus: aprender a silenciar pois Deus nos fala no silêncio. É no mais profundo silêncio que podemos ouvir Deus nos instruindo e indicando o caminho a seguir. Podemos até achar que nos momentos de angústia, diante de uma eminente decisão, tudo que precisamos é de uma resposta. Afirmo que não. Tenha certeza que de boas respostas o inferno está abarrotado de almas! Nosso coração precisa de muito mais que uma simples resposta. Respostas podemos encontrar na internet, em nós mesmos, com os outros, etc. Enfim, buscar respostas é o primeiro grande erro cometido por quem deseja decidir algo sob a luz de Deus. Não busque respostas. Busque ouvir a voz de Deus! Ouvir a voz de Deus é muito mais que obter uma resposta pois Ele nunca faz um serviço pelas metades. Quando Deus se inclina em nossa vida para nos dizer algo, Sua voz tem o poder de nos fazer sair do lugar e entender, de fato, o que, como e quando precisamos agir sobre determinada situação. As respostas, infundadas em Deus, não têm este poder. Mesmo que as respostas possam nos nortear, elas nunca serão capazes de nos completar pois não podem acalmar nosso coração. Somente a voz de Deus tem a capacidade de nos dar respostas, claro, porém também nos acalma pois junto com a resposta vem a certeza, fundamentada na fé (cd. Hb 11,1), de que por mais absurdo que possa parecer eu estou fazendo a vontade de Deus! A Palavra de Deus nos garante que Deus sempre esteve e estará conosco (cf. 1Sm 7,12).
Por isso, meu caro leitor, deixe de buscar apenas respostas para seus questionamentos e dúvidas. Somente as respostas não lhe trarão a paz de quem trilha o caminho certeiro! Busque pela voz de Deus aí dentro de você. Encontre-se com Deus em Sua Palavra, que nos é dada gratuitamente todos os dias, 24 horas! Tome posse do amor, zelo e cuidado com que Deus trata sua vida e tudo que nela está envolvido, principalmente suas decisões! Em tudo Deus está presente! Não recuse Sua ajuda e principalmente Sua voz. Talvez a única coisa que você precisa sentir é a calmaria, que somente a voz deste nosso Deus amoroso, pode lhe trazer. Não deixe para escutar a Deus amanhã. Converse com Ele agora mesmo! Silencie seus desejos e “achismos” e encontre-se com Deus no mais profundo e reparador silêncio. Faça deste silêncio a ante-sala onde você poderá encontrar-se com Deus sempre que você quiser e precisar! 


Por que fez isso??? Essa não era a única alternativa para se livrar dos problemas...


Deus está contigo! Onde quer que esteja agora...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Acorda pra vida garota...

             Muitas pessoas dizem que mesmo estando em meio a milhares de pessoas se sentem sozinhas por que apenas uma pessoa importa. Não sei se é clichê dizer que me sinto mais ou menos assim agora, mais não é tão exatamente assim que eu definiria. Me sinto sozinha há algum tempo... desde o dia que encerrei o segundo grau... talvez seja porque não tenho mais ao meu lado as minhas amigas confidentes de 7 anos, ou talvez seja  porque a minha caixinha de segredos não é mais minha vizinha... a minha rua é desconhecida ninguém mais lembra de mim. Eu sinto falta de ter novidades todos os dias, de rir até a barriga doer... . Eu não estou exatamente rodeada de pessoas, eu estou sozinha agora, talvez nada do que eu disse tenha sido o motivo de me sentir e estar assim , talvez é só a responsabilidade que caiu sobre os meus ombros e estou com medo de assumir . Em meio a esse tédio tenho até medo fazer amizades com mais alguém porque pode não ser sincero, pode ser só um refugio pra ter algo que lembrar, algo que discutir. O que acontece de mais interessante é a dor que sinto as vezes, as saudades... Acho que tudo isso é só culpa minha, afinal ninguém irá construir a minha vida por mim, ninguém vai bater na minha porta me chamando pra embarcar em uma grande aventura, eu é que tenho que correr atrás, sou eu que tenho que fazer a minha vida acontecer e ficar sentada esperando não é uma boa opção. Eu sou a unica pessoa responsável por tudo que vivi e vou viver. 

        Mas não posso negar.... Que saudade das minhas amigas de infância, vocês fazem tanta falta hoje...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Um dia de chuva...

Hoje a chuva resolveu lavar a cidade e as nossas almas. Desceu sem piedade arrastando desde a sujeira até a alegria de muitos que, cabisbaixos, encolhem-se e atravessam ruas e avenidas para seus compromissos inadiáveis. Para uns, é só chateação, outros, transtornos, haja vista a impaciência no trânsito, o mau humor, a intolerância trato com o outro...

Mesmo com todos os transtornos, nunca encarei chuva como um problema. Ao contrário, sempre me deixa feliz, evocando lembranças especiais, constitutivas de minha personalidade, meu jeito de ser e ver o mundo. Talvez não seja, mas gosto de imaginar que meu elemento é a água.

Hoje, em especial, o barulho da chuva na vidraça me fez lembrar os transgressores tempos de menina correndo livre, de roupa colada ao corpo, rindo feliz, sem importar-me com os zangados “sai da chuva” ou as ameaças do “vai ficar doente”, “mãe vai brigar”... Através desses momentos é que me dei conta de que a meninice permaneceria na alma, embora o corpo estivesse mudando. Isso me assustou e ao mesmo tempo envaideceu.

Havia um quê de surpresa ao constatar a transformação. Eu, menina comum, sem atrativos excepcionais, ao me descobrir mulher, descobri também que possuía um inquietante poder. A curiosidade e a desenvoltura com as palavras tornaram-se marcas do meu jeito de ser, assim como o ar petulante, sequioso por compreender tudo o que me cercava. A chuva de hoje trouxe junto uma enxurrada de boas lembranças daquela menina descobrindo o mundo, desabrochando para a vida. Tempos de “ inverno”, mas de "primavera" na alma.

Aprendi a meditar com a chuva. Acalmo-me. Respiro, procurando sentir seu cheiro. Adoro a música da ventania na folhagem. Adoro o barulho no telhado e, sempre que posso, escolho a chuva como companheira para ouvir música, para ler, para dormir. E, como nasci num lugar em que a chuva sempre significou muito e é sempre muito bem vinda, acho graça quando alguns revelam seu medo ou desconforto com a chuva. Na minha vida sempre será um momento de rara beleza inspiração e alegria.

Estou em casa sozinha, olhando a chuvinha pela vidraça e comecei a escrever.... E notei que, mesmo com o passar dos anos, minha relação com a chuva não mudou. A chuva me renova e inspira!!!