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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Desperdiçando gente

Acabei de me dar conta de uma coisa muito esquisita. Estou com saudades de quem eu não consegui conhecer. 

Não é de gente desconhecida, mas de gente que está na minha vida, que passa pela minha vida, mas que eu nunca conheci. 

Tenho mais saudades porque não encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. 

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência... 

Estranha a sensação de que estamos desperdiçando gente. Gente que podia fazer muito mais sentido, que podia ser mais inteira, ter mais histórias, mas que acaba tendo uma forma bem abstrata.

Eu tento encaixar em algum lugar, mas é difícil quando as impressões sobre uma pessoa e uma relação lhe parecem tão superficiais e que qualquer tentativa de enquadramento seria por demais leviana.

Ao mesmo tempo, existe um certo encantamento na superficialidade. Uma eterna áurea de mistério que em muitos momentos engana. É a leveza do que não tem raiz, não prende, mas também não surpreende.

Você acaba acreditando que existe algo de especial naquela história, já que tem tanto tempo, tantas vontades, tantos momentos. Mas nunca foi mais fundo para saber de fato o que tem no sótão ou se é puro vazio.

Ao mesmo tempo, mesmo que em pequenos fragmentos sutis de alma, acaba-se percebendo um pouco do que se tenta esconder. Medos, desejos, sonhos e sentimentos.


E eu acho tão bonito quando as pessoas assumem suas emoções e, apesar das dificuldades que a vida impõe, enfrentam tudo para obedecer ao que o coração pede insistentemente.

Como o mundo seria melhor se as pessoas ouvissem mais o coração.

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Vem com tudo!

Este será o meu último post de 2014 (Ou não)!
Na verdade este ano não me dediquei tanto quanto gostaria ao blog, pois foi um ano diferente!
Mesmo depois de um ano bastante intenso com muitas realizações, não sinto aquele cansaço típico de final de ano, muito pelo contrário, estou ansiosa para terminar logo todos os projetos em andamento e colocar em prática as ideias que ainda não saíram do papel.
Isto só prova que quando você faz o que gosta, o “trabalho” não tem aquele gosto amargo de trabalho e as segundas-feiras não são mais os piores dias da semana. Sinceramente, a sensação que tenho é de que estou me dedicando à um hobby em tempo integral e me beneficiando disso.
É difícil de acreditar que em apenas 1 ano, a minha vida era completamente diferente da situação atual e, assim como a maioria, vivia comemorando as sextas-feiras, os feriados prolongados e entrava em depressão no final das férias.
Lembro que, alguns meses antes de sair da última empresa que trabalhei, eu estava literalmente me arrastando todos os dias para ir trabalhar, como se fosse uma escrava voltando ao seu capataz. Brinco que a minha Lei Áurea (Abolição da Escravatura) foi assinada no dia Nov/2013, que foi a última vez que pisei no lá.
Apesar de estar feliz com a minha libertação, aquele ano foi muito difícil para mim. Muito mesmo. Perdi tempo, minha auto estima, não havia lançado nenhum projeto que me incentivasse e ainda não tinha uma visão clara de qual caminho seguir.
Mesmo assim, procurei dentro de mim um resquício de  otimismo e em Janeiro de 2014, escrevi este post fazendo uma espécie de premonição que só hoje me dei conta: Disse que estava descobrindo muitas oportunidades e talvez poderia viver bem, mas para isso eu precisava mudar algumas atitudes..
Naquela época, eu estava mais perdida do que um cego no meio de um tiroteio, mas coincidência ou não, aquela visão se tornou realidade.
Em 2014, larguei tudo e fui cuidar de mim! Foi um ano total de dedicação a mim mesma!  
Á quem me conheceu, sabe exatamente do que estou falando agora... Eu me isolei do mundo, das coisas, das pessoas, por vergonha de mim... Vivia de mau humor, achava problema em tudo, quando na verdade o problema estava dentro de mim.
Muitas pessoas reclamavam da minha ausência, sentiram que me afastei aos poucos.... Mas, eu precisava disso! Afinal, sou canceriana e antes de pensar em mim, pensava nos outros, e se continuasse agindo dessa forma, não terminaria o meu ano com a sensação de realização que termino agora.
Agora estou pronta! Pronta para um novo ano maravilhoso, perto das pessoas que eu amo e me amando acima de tudo! Com minha autoestima restabelecida, com metas cumpridas e algumas em fase de conclusão.
Agradeço as pessoas que estiveram ao meu lado, me apoiando, incentivado e que não desistiram e sonharam esse sonho junto comigo! J

Que venha 2015!
“Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir”...





quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

50 tons de personalidade

Nem tenta!

Não sei ser de menos, amar um pouquinho ou sentir pela metade. Não consigo guardar palavras nos pensamentos ou fingir ser algo que não sou só para parecer normal.

Ninguém me entende... As vezes nem eu entendo... 
Eu gosto do imaginário, do real, do certo, do avesso...
Eu gosto do doce, gosto do amargo...
Eu amo o sol, mas adoro tomar banho de chuva....
Eu gosto do dia, mas amo a noite...

Eu prefiro o correto,mas as vezes insisto no errado.
Eu gosto do amor... mas não consigo viver sem Paixão...

Aqui é alma, corpo e coração!

Ter personalidade é se jogar no abismo sem o receio de não ter ninguém lá embaixo esperando por mim. Quero tudo muito. Agora. Anda! Vê se não demora, porque também não gosto de esperar. Aqui é oito ou oito mil. Se for pra ser, que seja demais, intenso, dê frio na barriga. Que seja rápido, repentino, gostoso. Que me jogue na parede, puxe pelo cabelo e me leve para viajar no dia seguinte. Que seja algo surreal, que dê borboletas no estômago e me deixe querendo mais. Que seja faísca, fogo, incêndio. Que seja um amor gritante, insano e completamente, único. Mas se não puder ser tudo isso, que seja um nada. Que vá embora da minha vida antes mesmo de cruzar a soleira da porta. Gosto que me transbordem, e não apenas acrescentem.