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domingo, 9 de outubro de 2016

Quando a gente se encontra

Caminhando pela praia, ouvindo o barulho do mar, me dei conta que muitas vezes nem sequer observamos a grandeza do oceano.
Parei um instante, simplesmente para observá-lo, olhando-o nos olhos com um vento leve e salgado batendo no meu rosto.
Olhar o mar é quase uma oração, não é para qualquer um. A água batendo na areia, a onda trazendo a espuma...
Há um mistério especial... Navegando em mim.
Parece que não cansa, não sei onde quer chegar.
Por um momento cheguei a me comparar com a imensidão, imaginei a maravilha de ter dentro de si uma imensidão de lembranças, falas, hábitos... Mas não sei, minha comparação com a imensidão não foi tão boa quanto eu esperava. Ah.. deixa pra lá.
Saí daquele local, me despedindo da ventania que teimava em bagunçar meu cabelo e por fim, mesmo sem vontade me despedi.
Enquanto caminhava pela areia tive vontade de olhar para trás, sabe, admira-lo novamente. Não sei porque seria novidade, sempre faço isso. Era impressionante o quanto a sua beleza me encantava.
A impressão que tenho todas as vezes que me deparo com ele, é que de alguma forma ele trará respostas, de perguntas que não fiz...
Existe um mar dentro de nós, ou simplesmente, uma onda com imensa curiosidade de chegar a praia custe o que custar..
Ainda acredito que o mar e as ondas, não foram feitas  para morrer, mas para pensar e refletir. Só que, precisa parar, olhar de frente, ouvir as ondas, tomar o primeiro gole e escrever...
 O mar pra mim, foi feito para sonhar, escrever.. enxergar a grandeza de Deus, e concluir: “é doce olhar para o mar….muito mais que morrer, principalmente na praia….”