Caminhando pela praia,
ouvindo o barulho do mar, me dei conta que muitas vezes nem sequer observamos a
grandeza do oceano.
Parei um instante,
simplesmente para observá-lo, olhando-o nos olhos com um vento leve e salgado
batendo no meu rosto.
Olhar o mar é quase uma
oração, não é para qualquer um. A água batendo na areia, a onda trazendo a
espuma...
Há um mistério especial... Navegando em mim.
Parece que não cansa, não sei onde quer
chegar.
Por um momento cheguei a me
comparar com a imensidão, imaginei a maravilha de ter dentro de si uma
imensidão de lembranças, falas, hábitos... Mas não sei, minha comparação com a
imensidão não foi tão boa quanto eu esperava. Ah.. deixa pra lá.
Saí daquele local, me
despedindo da ventania que teimava em bagunçar meu cabelo e por fim, mesmo sem vontade me despedi.
Enquanto caminhava pela areia tive vontade de olhar para trás, sabe, admira-lo novamente. Não sei porque seria novidade, sempre faço isso. Era impressionante o quanto a sua beleza me encantava.
Enquanto caminhava pela areia tive vontade de olhar para trás, sabe, admira-lo novamente. Não sei porque seria novidade, sempre faço isso. Era impressionante o quanto a sua beleza me encantava.
A impressão que tenho todas
as vezes que me deparo com ele, é que de alguma forma ele trará respostas, de
perguntas que não fiz...
Existe um mar dentro de nós,
ou simplesmente, uma onda com imensa curiosidade de chegar a praia custe o que
custar..
Ainda acredito que o mar e as ondas, não foram feitas
para morrer, mas para pensar e refletir.
Só que, precisa parar, olhar de frente, ouvir as ondas, tomar o primeiro gole e
escrever...
O mar pra mim, foi
feito para sonhar, escrever.. enxergar a grandeza de Deus, e concluir: “é doce
olhar para o mar….muito mais que morrer, principalmente na praia….”
