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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Gatilho


As coisas complicaram sem eu nem perceber. Não lembro quando foi que nosso amor saiu do trilho, mas eu vejo o caos que a gente tá vivendo, eu vejo o tanto que tá machucando do lado de cá, o tanto que tá doendo do lado de lá e o tanto do lado de cá.
Tô sem saber o que fazer. Eu me vejo andando de um lado para outro. Fico relendo nossas conversas para ver se encontro o gatilho que desandou tudo… Nada. Não sei… Eu resolvo ignorar a bagunça, que é pra gente ver se consegue se acostumar com ela, fingir que nada há. Voltar de onde paramos, me ancorar na calmaria.
Lembro de você, como sempre. Na música que tá tocando na rádio. No texto que escrevo e te descrevo — nos descrevo. Na saudade com a qual aprendi a conviver, todos os dias. Na falta que eu sinto, mesmo estando do lado, enquanto só me envia silêncio. Eu percebo todas as vezes que a gente se deixa um pouquinho. Eu percebo a distância que aumenta cada dia um tanto mais, e me vejo sem saber o que fazer. Sem saber como fazer. Sem saber.
Eu te amo, mas não sei… Amar, e só, não parece mais suficiente. Tô sem saber o que fazer e volto a reler nossa conversa, pra tentar entender como as coisas complicaram desse jeito. Eu queria saber tudo, ter a resposta na ponta da língua, mas eu não sei. E a distância aumenta. E o desgaste aumenta — e machuca. Somos um casal que se perdeu, em algum momento. Ou sempre foi assim e nunca percebemos?
Vou continuar tentando entender e, honestamente, vou continuar fingindo que está tudo bem, mesmo não estando. Vou continuar ignorando essa distância que está, cada vez mais, aumentando.
E mesmo tudo caminhando para o fim, e mesmo que só amar não esteja bastando, eu continuarei tentando mas, só até desistir...


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Sabor de vida

Ja parou pra pensar que, da mesma forma com que julga, você será em algum momento da vida, condenado?
O tempo não volta atrás e a gente aprende o que realmente pode suportar...
Que somos fortes, que podemos ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
Que amigos de verdade, só existem até se decepcionarem com você uma vez. É muito difícil entender que só nos decepcionamos com quem gostamos de verdade, pois esperamos pessoas perfeitas.
O fato é, não é fácil conviver com pessoas, e precisamos aprender a superar os altos e baixos.
E a vida? Há... A vida passa a ter um sabor diferente quando a gente encara ela de frente!
O sabor da conquista, da realização.
Nunca, em hipótese alguma se culpe por fazer o que é melhor para você!
Na real, já mudei de ideia muitas vezes em relação a isso, até chegar a definição que, metade de mim não se importa mais com o que pensam e a outra, não tá nem aí!

terça-feira, 2 de maio de 2017

Fortalecedor de ego

São tempos de sentimentos bons, de lavar a alma dos maus pensamentos e expectativas frustradas.

Curtir os pequenos momentos com as pessoas mais incríveis, paz no coração e sossego nas minhas noites, calmaria de verdade.

Deixo para trás as coisas que atormentam, mas ainda acho válida a dor da saudade, sentir o coração chamar é gostoso e fortalecedor de ego.

Não há motivos para insistência sem resultados, chega uma hora que o desejo da calmaria é maior do que a vontade de ter por perto tudo que almejamos. Não dá mais para aceitar o que não é recíproco. Eu quero carga extra e injeção de motivação todos os dias e quem não for capaz disso, ficará para a próxima e não me preocuparei com perdas ou danos que isso possa causar.


Tenho um desejo incansável de viajar e conhecer pessoas, sair por aí sem rumo. Isso parece contrário a calmaria? Pode ser. Mas, a cada um cabe o julgamento do que é essência e essencial. 

terça-feira, 28 de março de 2017

Te encontro na saída

Hoje faz dois anos do primeiro dia do resto das nossas vidas...
Quem diria amor, que de tantas idas e vindas eu acabaria aqui, por favor, olha pra mim!
Diz que também não me esqueceu, e que esse tempo todo estava esperando eu assumir...

Te encontro na saída, naquele mesmo lugar, tô pronta amor, vem me amar!
A lua tá linda, te encontro lá de novo, de frente pro mar, eu assumo que te amo e você decide se vale a pena me encontrar...


Hoje eu tô aqui, pra dizer sim,
que nesse tempo todo, sem querer eu aprendi,
A vida me trouxe você, demorei e me arrependi...

Te encontro na saída, naquele mesmo lugar, tô pronta amor, vem me amar!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Mundo paralelo

Eu sou da noite, é lá que me vejo em paz.
A luz da lua combina com meu tom de pele e irradia bons pensamentos. 
É o momento de solidão desejado e curtido a cada detalhe.

São as luzes das estrelas que indicam o caminho. Após a meia noite começo a encontrar a felicidade no copo e deixo os problemas para trás antes de ultrapassar a catraca. Aquele sentimento de que o mundo só pode acabar se eu estiver no open bar, aflora fortemente.

Por algumas horas, vivo em um mundo paralelo deixando a mente viajar, aquela euforia momentânea ajuda a superar os problemas criados enquanto ainda era dia.
Agora, é aproveitar cada segundo, o tempo aqui corre a passos lagos e não quero que ele se vá! 

Logo vem o sol, trazendo a realidade, hora de voltar para o mundo real. 
Na saída, casais desencontrados, juras de amor com prazo de validade, boca seca e pernas desobedientes. Quantas vezes já saí de lá planejando a próxima? Quantas vezes prometi nunca mais voltar?

Deixa estar, quando a ressaca moral acaba a gente então só recorda o que realmente valeu a pena. 

domingo, 4 de dezembro de 2016

Ei 2016!


Poxa,  quem diria heim... Já estamos em Dezembro outra vez!
Confesso que durante vários dias deste ano eu rezei para que ele terminasse logo... E durante vários dias torci para que as horas passassem lentamente...
Se pudéssemos fazer um eletrocardiograma dos meus (quase) 365 dias vividos em 2016 seria a imagem mais louca já vista. Completamente cheia de altos e baixos.
Este ano começou com a triste notícia, a Vó Freda, fortaleza da família Fraga adoeceu, teve um AVC e depois disso muitas idas e vindas para o hospital. Isso foi um grande susto... a família se uniu em razão disso e ao mesmo tempo se afastou. Mas ela ainda está aqui! Firme e forte, porém não como gostaríamos de vê-la.

Nas férias de verão passei mais dias na casa da praia do que na minha casa da cidade, nesse período, alguns coitados, infelizes entraram em casa e levaram tudo o que puderam!  Outro grande susto, o sentimento de impotência e insegurança é algo de difícil recuperação.

Mas, neste ano, consegui cumprir a minha meta: Pelo menos uma vez ao ano vá a um lugar que nunca esteve.
Na verdade fui a muitos lugares que nunca estive, mas dou ênfase à primeira viagem ao Chile, País incrível onde pude conhecer outra cultura e visitar lugares maravilhosos na região de Santiago, capital.
Neste momento pensei, enfim algo bom para lembrar em 2016.

Agora, no mês de Novembro, quando o ano finalmente se encaminhava ao final e todos se preparam para o Natal, Ano Novo, festas... Passei pelo momento mais difícil da minha vida... Ao voltar de um churrasco na casa de uns amigos, notamos a baixa no combustível do carro e resolvemos parar para abastecer. Sabe aquela história de estar no lugar errado e na hora errada? Achei que nunca aconteceria comigo. Ao estacionarmos o carro ao lado da bomba de combustível,  fomos abordados por assaltantes fortemente armados que nos tiraram do veículo com o intuito de nos levar para um local do posto onde havia um cofre e dois banheiros. Não consigo esquecer aquele homem de 1,92m com uma arma apontada para minha cabeça. Enquanto estávamos de reféns com as mãos para o alto de costas, dois dos delinquentes abriam o cofre com uma serra circular. Faíscas de fogo queimavam meus braços e cabeça,  mas naquele momento eu só conseguia pensar nos meus pais, que tanto me alertavam na adolescência ao sair de madrugada... Nunca havia acontecido nada, até aquela data. O pensamento de que tudo poderia dar errado e acabar ali não me preocupava, o que mais me deixava agoniada era o medo de acontecer algo enquanto meus pais estivessem dormindo e só soubessem pela manhã.
Enquanto um filme de uma vida toda passava pela minha cabeça,  um barulho me tirou daquele devaneio aflito: Graças a Deus era um zíper de mochila abrindo. Finalmente, eles conseguiram abrir aquele maldito cofre, pegariam aquele maldito dinheiro e iriam embora nos deixando livres. Ao mesmo tempo que senti o alívio, comecei a ouvir tiros que vinham de todos os lados... Nesse momento eu e pelo menos mais umas 10 pessoas que estavam lá mesma situação que eu, nos jogamos para o chão de dentro do banheiro minúsculo e imundo que havia ali. Depois de mais ou menos 30 tiros o barulho cessou e alguém abriu a porta, era a polícia. Segundo os policiais todos os bandidos foram presos e dali fomos para a delegacia.
Lá ficamos desde as 3:30hs até as 14hs do dia seguinte, cansados, sujos, com fome e sono. Sim, a burocracia é ridícula! Mas, concordei em passar por tudo isso se fosse pra tentar manter aqueles delinquentes presos.
Quando pensei que tudo havia acabado, fui intimada para um novo depoimento 7 dias depois e lá tive a notícia que serei chamada novamente para uma audiência daqui a pelo menos 6 meses para reconhecê-los pessoalmente. Ainda não acabou...
O fato é, que o dia 20 de novembro ficará para história,  e não das melhores. Mas graças a Deus saí ilesa e é isso que importa agora.

Hoje acordei novamente com o sentimento de: acaba logo 2016!
Não sei se pelo fato de não estar dormindo direito deste o último ocorrido, mas me sinto cansada e constantemente penso que queria passar o dia inteiro dormindo.
Logo eu? Que sempre achei que dormir fosse perda de tempo, que a vida é tão curta e srmpre quero aproveitar cada segundo? Pois é.
Esta difícil passar essa fase. Constantemente eu me auto motivo, procuro algo pra fazer, estar com pessoas que gosto, mas o fato é que quando deito no meu travesseiro toda aquela cena começa a passar pela minha cabeça novamente.

Na última semana, Deus me mostrou que não devo ver o que aconteceu como uma tragédia,  tragédia é quando acontece um acidente aéreo onde o mundo inteiro pára, onde não há quem não chore ao saber da história daqueles meninos que estavam naquele vôo. Que dia triste. Que semana triste.

Seria egoísmo da minha parte querer que este acabe logo? Ao mesmo tempo que desejo isso, penso nas pessoas que estão lutando pela vida e que cada segundo vivido é uma vitória. Mas, inconscientemente não consigo parar de desejar.... 2016 acaba logo!
Tenho sempre a impressão que na virada de ano temos uma chance maior de recomeço e esquecer o que passamos de ruim no ano que terminou. Embora a cada dia seja um recomeço,  há algo que me trava deste pensamento neste momento.

Vamos levando, um dia de cada vez, rezando para que esse eletrocardiograma permaneça estável até dia 31/12/2016 para que eu possa ter a ilusão de recomeço a partir de Janeiro de 2017 e que esse ano vindouro seja melhor para todos nós!

domingo, 9 de outubro de 2016

Quando a gente se encontra

Caminhando pela praia, ouvindo o barulho do mar, me dei conta que muitas vezes nem sequer observamos a grandeza do oceano.
Parei um instante, simplesmente para observá-lo, olhando-o nos olhos com um vento leve e salgado batendo no meu rosto.
Olhar o mar é quase uma oração, não é para qualquer um. A água batendo na areia, a onda trazendo a espuma...
Há um mistério especial... Navegando em mim.
Parece que não cansa, não sei onde quer chegar.
Por um momento cheguei a me comparar com a imensidão, imaginei a maravilha de ter dentro de si uma imensidão de lembranças, falas, hábitos... Mas não sei, minha comparação com a imensidão não foi tão boa quanto eu esperava. Ah.. deixa pra lá.
Saí daquele local, me despedindo da ventania que teimava em bagunçar meu cabelo e por fim, mesmo sem vontade me despedi.
Enquanto caminhava pela areia tive vontade de olhar para trás, sabe, admira-lo novamente. Não sei porque seria novidade, sempre faço isso. Era impressionante o quanto a sua beleza me encantava.
A impressão que tenho todas as vezes que me deparo com ele, é que de alguma forma ele trará respostas, de perguntas que não fiz...
Existe um mar dentro de nós, ou simplesmente, uma onda com imensa curiosidade de chegar a praia custe o que custar..
Ainda acredito que o mar e as ondas, não foram feitas  para morrer, mas para pensar e refletir. Só que, precisa parar, olhar de frente, ouvir as ondas, tomar o primeiro gole e escrever...
 O mar pra mim, foi feito para sonhar, escrever.. enxergar a grandeza de Deus, e concluir: “é doce olhar para o mar….muito mais que morrer, principalmente na praia….”