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domingo, 4 de dezembro de 2016

Ei 2016!


Poxa,  quem diria heim... Já estamos em Dezembro outra vez!
Confesso que durante vários dias deste ano eu rezei para que ele terminasse logo... E durante vários dias torci para que as horas passassem lentamente...
Se pudéssemos fazer um eletrocardiograma dos meus (quase) 365 dias vividos em 2016 seria a imagem mais louca já vista. Completamente cheia de altos e baixos.
Este ano começou com a triste notícia, a Vó Freda, fortaleza da família Fraga adoeceu, teve um AVC e depois disso muitas idas e vindas para o hospital. Isso foi um grande susto... a família se uniu em razão disso e ao mesmo tempo se afastou. Mas ela ainda está aqui! Firme e forte, porém não como gostaríamos de vê-la.

Nas férias de verão passei mais dias na casa da praia do que na minha casa da cidade, nesse período, alguns coitados, infelizes entraram em casa e levaram tudo o que puderam!  Outro grande susto, o sentimento de impotência e insegurança é algo de difícil recuperação.

Mas, neste ano, consegui cumprir a minha meta: Pelo menos uma vez ao ano vá a um lugar que nunca esteve.
Na verdade fui a muitos lugares que nunca estive, mas dou ênfase à primeira viagem ao Chile, País incrível onde pude conhecer outra cultura e visitar lugares maravilhosos na região de Santiago, capital.
Neste momento pensei, enfim algo bom para lembrar em 2016.

Agora, no mês de Novembro, quando o ano finalmente se encaminhava ao final e todos se preparam para o Natal, Ano Novo, festas... Passei pelo momento mais difícil da minha vida... Ao voltar de um churrasco na casa de uns amigos, notamos a baixa no combustível do carro e resolvemos parar para abastecer. Sabe aquela história de estar no lugar errado e na hora errada? Achei que nunca aconteceria comigo. Ao estacionarmos o carro ao lado da bomba de combustível,  fomos abordados por assaltantes fortemente armados que nos tiraram do veículo com o intuito de nos levar para um local do posto onde havia um cofre e dois banheiros. Não consigo esquecer aquele homem de 1,92m com uma arma apontada para minha cabeça. Enquanto estávamos de reféns com as mãos para o alto de costas, dois dos delinquentes abriam o cofre com uma serra circular. Faíscas de fogo queimavam meus braços e cabeça,  mas naquele momento eu só conseguia pensar nos meus pais, que tanto me alertavam na adolescência ao sair de madrugada... Nunca havia acontecido nada, até aquela data. O pensamento de que tudo poderia dar errado e acabar ali não me preocupava, o que mais me deixava agoniada era o medo de acontecer algo enquanto meus pais estivessem dormindo e só soubessem pela manhã.
Enquanto um filme de uma vida toda passava pela minha cabeça,  um barulho me tirou daquele devaneio aflito: Graças a Deus era um zíper de mochila abrindo. Finalmente, eles conseguiram abrir aquele maldito cofre, pegariam aquele maldito dinheiro e iriam embora nos deixando livres. Ao mesmo tempo que senti o alívio, comecei a ouvir tiros que vinham de todos os lados... Nesse momento eu e pelo menos mais umas 10 pessoas que estavam lá mesma situação que eu, nos jogamos para o chão de dentro do banheiro minúsculo e imundo que havia ali. Depois de mais ou menos 30 tiros o barulho cessou e alguém abriu a porta, era a polícia. Segundo os policiais todos os bandidos foram presos e dali fomos para a delegacia.
Lá ficamos desde as 3:30hs até as 14hs do dia seguinte, cansados, sujos, com fome e sono. Sim, a burocracia é ridícula! Mas, concordei em passar por tudo isso se fosse pra tentar manter aqueles delinquentes presos.
Quando pensei que tudo havia acabado, fui intimada para um novo depoimento 7 dias depois e lá tive a notícia que serei chamada novamente para uma audiência daqui a pelo menos 6 meses para reconhecê-los pessoalmente. Ainda não acabou...
O fato é, que o dia 20 de novembro ficará para história,  e não das melhores. Mas graças a Deus saí ilesa e é isso que importa agora.

Hoje acordei novamente com o sentimento de: acaba logo 2016!
Não sei se pelo fato de não estar dormindo direito deste o último ocorrido, mas me sinto cansada e constantemente penso que queria passar o dia inteiro dormindo.
Logo eu? Que sempre achei que dormir fosse perda de tempo, que a vida é tão curta e srmpre quero aproveitar cada segundo? Pois é.
Esta difícil passar essa fase. Constantemente eu me auto motivo, procuro algo pra fazer, estar com pessoas que gosto, mas o fato é que quando deito no meu travesseiro toda aquela cena começa a passar pela minha cabeça novamente.

Na última semana, Deus me mostrou que não devo ver o que aconteceu como uma tragédia,  tragédia é quando acontece um acidente aéreo onde o mundo inteiro pára, onde não há quem não chore ao saber da história daqueles meninos que estavam naquele vôo. Que dia triste. Que semana triste.

Seria egoísmo da minha parte querer que este acabe logo? Ao mesmo tempo que desejo isso, penso nas pessoas que estão lutando pela vida e que cada segundo vivido é uma vitória. Mas, inconscientemente não consigo parar de desejar.... 2016 acaba logo!
Tenho sempre a impressão que na virada de ano temos uma chance maior de recomeço e esquecer o que passamos de ruim no ano que terminou. Embora a cada dia seja um recomeço,  há algo que me trava deste pensamento neste momento.

Vamos levando, um dia de cada vez, rezando para que esse eletrocardiograma permaneça estável até dia 31/12/2016 para que eu possa ter a ilusão de recomeço a partir de Janeiro de 2017 e que esse ano vindouro seja melhor para todos nós!

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